O Governo do Estado, através dos Territórios Pela Paz (TerPaz), criado há três anos, já alcançou resultados positivos no âmbito da segurança pública. Após a fase de choque operacional, realizada no inicio do programa até maio deste ano, os indicadores da criminalidade apontam uma redução de 100% nos bairros do Bengui e Cabanagem, contemplados pelo TerPaz, quando comparados com o ano 2021.

Os resultados são avaliados a partir do comparativo do ano de 2022, no período entre 01 janeiro a 02 de maio, com o mesmo período do ano de 2021, momento em que o programa seguia em andamento e já registrava queda nos indicadores. Os Crimes Violentos Letais Intencionais (homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte) tiveram reduções significativas nos bairros do TerPaz, chegando a 100% no Bengui e na Cabanagem, já no Icuí-Guajará a redução foi de 71%, no município de Marituba 50%, e nos bairros Terra Firme, Guamá e Jurunas, 25%, 23% e 17%, respectivamente.

Para o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, as reduções são fruto de um trabalho estratégico e ostensivo da Segurança Pública nas áreas mapeadas pelo programa, para que as Usinas da Paz pudessem ser implementadas visando o desenvolvimento de políticas públicas nos bairros. 

“Em todos os bairros do TerPaz temos reduções concretizadas, demonstrando resultados na estratégia desenvolvida pela segurança pública, e nesta fase atual ocorre a entrega das usinas, que até o momento são quatro unidades entregues na Região Metropolitana de Belém. No Bengui, por exemplo, não há ocorrência de Crimes Violentos Letais Intencionais neste ano, sendo que no primeiro quadrimestre de 2018 a realidade era diferente, quando existiam 22 registros somente neste bairro”, disse o secretário de Segurança Pública, Ualame Machado. 

Os dados são apurados pela Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup). As informações são baseadas em analises da mancha criminal, nos oito bairros, realizando um mapeamento estratégico para determinar as ações que são utilizadas pelas forças de Segurança para combater à criminalidade.  Os bairros mapeados para o desenvolvimento das ações foram Cabanagem, Terra-Firme, Jurunas, Guamá, Bengui e Condor, em Belém. Icuí-Guajará, em Ananindeua e Nova União, em Marituba. 

Choque operacional - O Programa iniciou suas atividades com ações de segurança pública coordenadas pela Segup, em conjunto com os demais órgãos de segurança Pública do Estado, reforçando o efetivo nessas áreas que apresentavam uma mancha criminal alta. Através da ampliação de ações, por meio do choque operacional da Segurança Pública, foi possível reduzir a criminalidade, estabilizando os índices, para abrir o caminho para as atividades sociais, com a chegada das Usinas da Paz. 

“A segurança pública foi fundamental na tomada de território e no choque operacional, fortalecendo a presença do Estado nesses territórios, através das forças de segurança, para poder permitir que os demais serviços chegassem até esses locais levando as ações sociais para os bairros”, pontuou o titular da Segup.

O Governo do Pará entregou, nesta manhã (04), a Usina da Paz no bairro do Bengui, em Belém. Ao todo, são quatro unidades em funcionamento: na Cabanagem, em Belém, no Icuí-Guajará, em Ananindeua, e em Nova União, em Marituba.

Governo do Estado entrega a Usina da Paz Bengui, a 4ª na Grande Belém

Texto: César Filho

Por Walena Lopes (SEGUP)


Segup informa que não houve registros de crimes violentos como homicídio e latrocínio em bairros de Belém e Marituba, assistidos pelo Programa

Reforço na segurança e ações estratégicas de combate à criminalidade vêm apontando redução dos índices de crimes cometidos nos bairros contemplados pelo Programa Territórios pela Paz, implantado pelo Governo do Pará. Os bairros Icuí-Guajará, em Ananindeua; Centro, em Marituba, Benguí, Cabanagem, Guamá, Jurunas, Condor e Terra Firme, em Belém (todos na Região Metropolitana), apresentam diminuição das ocorrências de crimes, ao longo de quase dois anos das ações ostensivas realizadas pelos órgãos de Segurança Pública. 
 
De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), no período de 1º a 21 de setembro, deste ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado, nos bairro da Cabanagem Jurunas, Condor, em Belém e Icuí-Guajará, em Marituba, não houve registros de Crimes Violentos Letais e Intencionais (Cvli), que englobam homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. 

Já em relação ao crime de roubo, nesse mesmo período, os números apontam queda de 17% no bairro do Bengui, 56% na Cabanagem, 6% na Condor, 26% no Guamá e de 51% no Centro, em Marituba. 

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, atribui as reduções ao fortalecimento do policiamento nos bairros e à repressão qualificada, destacando o trabalho e a realidade dos bairros antes das ações contempladas pelo TerPaz. 

"Podemos perceber que nesses bairros é muito grande a redução que constatamos desde o início do projeto, ainda ano de 2019. Alguns bairros destaques, inclusive alguns que eram conhecidos pelos números de homicídios e latrocínios e que se quer apresentaram esse número em setembro. Número de zero em alguns bairros, como Jurunas e Bengui, que eram manchados pelo número de homicídios. Conseguimos com muito trabalho reduzir esses números, sabendo que o trabalho ainda precisa ser feito, porém acreditamos que estamos no caminho correto e que a redução está vindo,  cada vez que trabalhamos mais pelo Terpaz e com a inauguração das usinas dos Territórios pela Paz certamente iremos melhorar muito mais esses índices.", ressaltou o secretário. 

Por Walena Lopes (SEGUP)


O planejamento estratégico de prevenção promovido nos últimos anos pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) tem gerado resultados significativos na Região Metropolitana de Belém. É o que apontam dados consolidados da Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac) vinculada à Segup, que evidenciam 24 ocorrências de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que reúne homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte no mês de abril de 2021, o que representa menos de uma morte por CVLI ao dia. 

A incrível marca deste ano é a menor se comparada com todos os meses de abril, desde 2010. Os dados são resultado da política que a pasta de Segurança Pública tem colocado em prática: integração, investimento e inteligência, os chamados três i’s, explica Ualame Machado, secretário de Segurança Pública e Defesa Social.

“Sempre pregamos uma integração muito forte, que é o primeiro i; um investimento muito forte na segurança pública, mas também a inteligência. Tudo isso vem dando certo. Nós temos feito muitos investimentos na integração das forças e do sistema, mas também na inteligência do policial, do agente, assim como nas inteligências artificiais para que elas possam trabalhar em nosso favor”.

Além do forte investimento nas forças de segurança, promovido pelo governo do Estado, existem também os trabalhos específicos das forças, pontua Ualame. O secretário lista o policiamento ostensivo e mais presença da Polícia Militar em pontos estratégicos, a investigação da Polícia Civil em resposta aos crimes de repercussão que ocorrem, e, ainda, no combate de grupos criminosos que praticam crimes em série, além do controle das casas penais pelo Sistema Penitenciário.

Além do policiamento, existem as políticas sociais que ajudam no combate à criminalidade como o programa Territórios Pela Paz (Terpaz), implementado nos bairros da Região Metropolitana de Belém em 2019, e que reúne ações de segurança pública e cidadania.

Os dados corroboram todas essas ações como, por exemplo, comparando o mês de abril de 2021 ao mesmo período do ano passado a diminuição é de 43% e, se comparar a 2019, quando o Terpaz foi iniciado, o índice é de 60%. Agora, se comparado a 2018, a diminuição é de 88%.

Apesar dos índices, a Segurança Pública continuará trabalhando sem medir esforços para seguir com o declínio da criminalidade. “O ano de 2019 foi de redução e 2020 também. Agora, vamos seguir trabalhando para que 2021 também tenhamos o destaque nessa redução. Nosso objetivo é que seja o terceiro ano consecutivo de redução”, ressalta o secretário Ualame.

Investimentos para reduzir crimes violentos - Aliada a toda estratégia de integração e investigação, a Segurança Pública tem enfatizado investimentos. Seja no aparelhamento de agentes, na entrega de equipamentos com tecnologia de ponta, ou reforma de instalações dando condições de trabalho dignas aos servidores. 

“Tudo que é de mais tecnológico estamos colocando na segurança pública, como reconhecimento facial nas câmeras, leitura de placas, melhorando a qualidade de lanchas com sonar, visão noturna, visão termal, comprando equipamentos também para as polícias”, sinaliza Ualame Machado. 

Ao longo do ano, estão previstas outras entregas de reforço, garante o secretário. “Então o ano de 2021 até aqui, realmente tem sido de modernização, nas coisas que surgem pelo mundo afora como tecnologia de ponta para que a gente possa utilizar no nosso Estado. Esperamos um ano de 2021 com ainda mais investimentos”.

Por: André Macedo (Ascom/Segup)


Dados são da instituição “Segurança, Justiça e Paz”, entidade mexicana que produz o levantamento todos os anos

A capital paraense, Belém, deixou o ranking das cidades mais violentas do mundo. A informação é da instituição internacional “Segurança, Justiça e Paz” (Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal), entidade mexicana que produz o levantamento todos os anos, com base na taxa de homicídios das cidades com mais de 300 mil habitantes. Os dados foram divulgados, na última terça-feira, 20, e correspondem ao ano de 2020. 

Desde que começou a ser realizado o levantamento, em 2007, Belém esteve por duas vezes entre as 50 cidades com maior índice de criminalidade do mundo - reflexo do descaso com a segurança pública e a impunidade aos criminosos. No ano de 2017, a capital paraense esteve na 10ª posição, e na 12ª, em 2018. Agora, não aparece mais na lista.

A realidade de quem vive no Pará começou a mudar, nos últimos dois anos. Sinônimo dos investimentos realizados e da integração entre as forças de segurança pública, de acordo com o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado. 

“É com grande satisfação que a gente constata que nenhuma cidade do estado do Pará consta nessa lista, uma lista em que a capital do Estado, por exemplo, compunha por muito tempo. Isso é resultado do trabalho integrado, o empenho realmente muito grande dos órgãos de segurança, em especial da RMB, que têm conseguido grandes êxitos, inclusive retirar Belém dessa triste lista. O trabalho também é resultado de uma polícia mais presente, com investigações precisas da Polícia Civil, um controle penitenciário, uma perícia técnica de qualidade, tudo isso resultando realmente em um maior enfrentamento aos crimes violentos e os resultados que se têm sido obtidos”, assegurou o gestor.

Sobre o levantamento Segurança, Justiça e Paz

Os números que basearam o ranking divulgado pela instituição internacional correspondem a dados estatísticos gerais de violência, como por exemplo, Crimes Violentos Letais Intencionais (homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte). Os números foram obtidos por meio de estatísticas oficiais, a exemplo dos informados pelas pastas de segurança pública ao Ministério da Justiça; além de demais estudos, como o Monitor da Violência e Anuário da Segurança Pública. Para identificar as cidades que irão compor o ranking, leva-se em consideração o cálculo da taxa de mortalidade (números de mortes por 100 mil habitantes), em cidades de todo o mundo, com população acima de 300 mil pessoas. 

Tendência de redução – O monitoramento dos índices de criminalidade é realizado de forma constante pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Dados da Secretaria Adjunta de Inteligência e Analise Criminal (Siac), vinculada à Segup, corroboram a perspectiva de queda no número de homicídios, em Belém, numa análise comparativa do período de 1º de janeiro a 19 de abril dos anos de 2021 e 2018. A redução é de 68%. 

Redução em outras cidades – Outro estudo, desta vez nacional, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra um cenário positivo em relação à segurança pública, baseado no Atlas da Violência. As cidades de Ananindeua, Altamira e Marituba costumavam estar entre os municípios, com mais de 100 mil habitantes, mais violentos do Brasil, no ano de 2017. Atualmente, demostram um menor número de ocorrências de criminalidade. Os números foram divulgados em 2019. 

Dados atuais da Segup, mostram que Ananindeua, no período de 1º de janeiro a 19 de abril, ao comparar os anos de 2021 e 2018, registrou queda de 74% no número de homicídios. Em Marituba, no mesmo recorte, a diminuição do crime de homicídio foi de 86%. 

Altamira está há mais de dois meses sem registrar nenhum Crime Violento Letal Intencional (CVLI), que reúne os casos de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Os dados foram consolidados no dia 18 de abril pela Siac. 

Reforço na segurança pública 

Entre as ações desenvolvidas, que contribuíram para esse resultado positivo na segurança pública do Pará, está o programa de Territórios pela Paz. O Terpaz que identificou e atuou em momentos distintos, com a potencialização das ações de segurança e de serviços sociais, em sete bairros da Região Metropolitana com altos índices de criminalidade. Hoje, a realidade nesses locais é outra. 

Houve ainda, a maior presença dos policiais militares nas ruas, com a iniciativa ‘Polícia Mais Forte’ e a melhoria das investigações criminais que chegaram com mais eficiência e celeridade nos criminosos, culminando em prisões e, com menos crimes acontecendo, a Perícia Criminal conseguiu agir com mais eficácia. Do lado de dentro do presídio, a intervenção penitenciária controlou o cárcere impedindo que crimes cometidos extramuros fossem articulados de dentro do presídio. 

Novos investimentos devem ser feitos em breve na área, entre eles, a implantação nas principais cidades do Pará de câmeras de videomonitoramento com módulos de reconhecimento facial e de leitura de placas. Está em construção também o Centro Integrado de Comando e Controle estadual que reunirá toda as forças de segurança presentes na Região Metropolitana de Belém, tanto do Estado, Município e Federal, a exemplo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Polícia Rodoviária Federal.

Nos rios, a primeira base integrada flutuante da segurança pública está em processo de construção. A base ‘Antônio Lemos’ ficará localizada na margem direita do rio Tajapuru, no distrito de Antônio Lemos, município de Breves, controlando grande parte do fluxo oriundo dos estados do Pará, Amapá e Amazonas. 

“A obra ampliará a fiscalização dos órgãos públicos na malha fluvial do Pará, especialmente em uma área considerada estratégica para a segurança pública, por estar localizada em um corredor histórico de transporte de drogas, contrabando, pirataria e crimes ambientais”, ressaltou o secretário.

(Texto: Aline Saavedra - Ascom/Segup)

Por Governo do Pará (SECOM)

 


Por Walena Lopes (SEGUP)

 

Em 02 de fevereiro de 1996, foi publicada a lei de n° 5.944 a qual deu origem ao Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará - SIEDS, que tem por objetivo integrar as forças de segurança pública promovendo estratégias e leis que possibilitam avanços na área de segurança pública do Estado. Este é o único sistema integrado de segurança pública atuante em todo o país.

Neste ano de 2021, o Sistema de Segurança do Pará comemora 25 anos, e ao longo desse tempo já conquistou melhorias significativas possibilitando mudanças no âmbito da segurança pública do Estado. Desde sua implantação, já foram estabelecidas normas e regimentos importantes, deliberados pelo colegiado composto pelo Conselho Estadual de Segurança Pública (Consep), que também completa 25 anos de existência, sendo este o órgão composto por um colegiado superior do SIEDS.

  

 

 

“Estamos completando 25 anos do sistema integrado de segurança pública do estado do Pará. Algo que na época esteve na vanguarda da segurança pública nacional, sendo que o nosso estado foi o primeiro a criar essa integração de forma efetiva, com legislação, integração de ensino, da parte operacional e logística. Isso certamente é um passo importante que foi dado lá atrás e que hoje continua sendo trilhado. Sendo assim, buscamos cada vez mais o fortalecimento entre os órgãos do sistema, contando com as atribuições destes, e ao mesmo tempo, trabalhando por um objetivo comum. Desta forma a integração do Siedes, celebrada hoje, é um dos principais fatores que resultaram nos índices que já alcançamos frutos de uma verdadeira junção entre as forças que compõem o nosso sistema de segurança”. Destacou o secretário de segurança pública do Estado, Ualame Machado. 

Avanços - Nos últimos dois anos de gestão, por meio do Conselho Estadual de Segurança Pública, formado por membros dos órgãos de segurança pública, além de representantes do Ministério Público, Sociedade Civil, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA) e trabalhadores foi possível alcançar avanços na área de segurança pública, mesmo diante do cenário de pandemia, em razão da Covid-19, quando as reuniões do colegiado passaram a ser realizadas de forma virtual. Neste período já foram discutidas premissas do Plano Estadual de Segurança Publica que está em fase de construção.  Foram tratadas também ações que envolvem o TerPaz- Território de Paz que a Secretaria de Estado da Cidadania desenvolve com apoio dos órgãos de Segurança Pública. Foi instalado ainda o Comitê Permanente de Segurança Pública do Marajó (CPSMarajó), entre outras atividades.

Nos últimos 25 anos, outras conquistas significativas foram alcançadas, por meio da formação do Sieds, como por exemplo: a consolidação da Ouvidoria do Sistema de Segurança Pública, a unificação e informatização do Boletim de Ocorrência Policial, a implantação das zonas de policiamento da Polícia Militar, a reestruturação do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e a criação das corregedorias das polícias Civil e Militar, do Centro Integrado de Operações (Ciop), do Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp) e do Grupo Especial de Trabalho sobre Assassinatos no Campo (Getac), entre outros.

 


Por Aline Saavedra (SEGUP)

 

Temas como Lei Maria da Penha, feminicídio e Estatuto da Criança são alguns dos assuntos abordados na Capacitação aos agentes do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Sieds) no atendimento à criança, adolescentes e mulheres vítimas de violência. O curso é promovido pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará por meio da Diretoria de Prevenção (Diprev) e executado pelo Instituto de Ensino de Segurança Pública (IESP), vinculado à Segup.

A aula inaugural da primeira turma foi realizada nesta terça-feira (19), no Iesp, obedecendo todos os critérios de saúde no combate à proliferação da Covid-19. Serão sete turmas com 39 vagas para cada bairro contemplado com o Terpaz: Bengui, Guamá, Terra Firme, Jurunas e Cabanagem, em Belém, Icuí Guajará, em Ananindeua e Centro em Marituba. O curso finalizará no mês de fevereiro e as aulas serão ministradas nas dependências do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e no Comando-Geral da Polícia Militar.

 

 

 

O curso conta com mais de 200 vagas que foram disponibilizadas para agentes dos órgãos da Policia Militar, Policia Civil, Corpo de Bombeiro Militar, Guarda Municipal, Centro de Perícia Criminal Renato Chaves, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Conselho Tutelar, priorizando que atuam nos locais onde estão instalados Territórios pela Paz, TerPaz. 

Os assuntos abordados por profissionais da área são: Legislação Especial l, que engloba Lei Maria da penha e Lei do Feminicídio; Legislação Especial II, com os temas Estatuto da Criança e do Adolescente e Escuta Especializada; Abordagem Sociopsicológica do crime e da violência; Atribuição das redes de atendimento especializado e ainda uma palestra sobre Polícia de proximidade.

De acordo com Luciano de Oliveira, coordenador do eixo de segurança pública do Terpaz, a escolha dos temas surgiu devido à necessidade da população. “Foram feitas escutas, com nossos efetivos, profissionais da área e também a população, e a partir disso decidimos escolher esses temas, visto que precisamos descentralizar o atendimento das vítimas de violência para darmos a ela o atendimento inicial de qualidade até que ela chegue à delegacia especializada. Além disso, o aumento dos casos de violência doméstica no momento em que o mundo enfrenta uma pandemia foi um fator determinante para esse curso”, destacou o diretor.


Município apresentou redução de 100% nos casos de homicídio comparados com o mesmo período do ano passado.

Marituba, município que integra a Região Metropolitana de Belém, não registrou nenhuma ocorrência do crime de homicídio durante o mês de julho deste ano, de acordo com dados divulgados neste domingo (2), pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (Segup).

A cidade que já esteve no ranking nacional entre os 20 municípios mais violentos do país, apresentou redução de 100% nos casos de homicídio comparados com o mesmo período do ano passado, quando foram registradas três ocorrências. Já em julho de 2018, o município registrou 6 ocorrências do crime. Os dados foram computados pela Secretaria de Inteligência e Análise Criminal do Estado (Siac).

A criminalidade no município vem apresentando redução desde janeiro de 2019. Resultado de ações de ostensividade e prevenção, como explica o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ualame Machado.

“Até o ano de 2017, municípios como Ananindeua e Marituba figuravam entre os 20 municípios mais violentos do Brasil. De janeiro de 2019 até agora nós estamos focando em ações de desarticulação de organizações criminosas que agiam, em especial, nos municípios da região metropolitana. E Marituba, após uma série de meses seguidos de forte redução na criminalidade, fechou o mês de julho deste ano sem qualquer ocorrência de homicídio durante todo o mês”, ressaltou

"Sabemos que ainda temos muito o que realizar, e de forma integrada iremos continuar agindo para que a população, não apenas de Marituba, mas de todo o Pará possa ter a sua segurança e integridade garantidas" - Ualame Machado, secretário de Segurança Pública.

O secretário também destaca que a redução registrada este mês é fruto do trabalho e da integração das forças de segurança do Estado, que vem agindo fortemente para reduzir a criminalidade no território paraense.

“Essa era uma realidade impensável há algum tempo, quando a própria população de Marituba não acreditava na possibilidade de combate ao crime, porém sabíamos que estávamos no caminho correto. Marituba hoje fecha o mês de julho sem qualquer ocorrência de homicídio. A região metropolitana de Belém vem apresentando uma forte redução, destacando Marituba com 100% de redução”, disse o titular da Segup.

Terpaz - No município há, ainda, o trabalho do programa Territórios Pela Paz (TerPaz), que após as ações de choque operacional, que contou com a presença dos agentes de segurança pública a fim de reduzir a criminalidade, e em seguida estreitar os laços com à sociedade, por meio do trabalho desenvolvido pela polícia de proximidade, alcançou, também, resultados significativos no município, como o número de roubos que reduziu 48,64% no bairro Centro, ao comparar o mês de julho de 2019 e 2020.

Linha Histórica - O município de Ananindeua, localizado na Região Metropolitana, antes também apresentava altos registros de criminalidade. Nos anos anteriores a cidade chegava a computar até 40 Crimes Violentos Letais e Intencionais por mês. Em julho deste ano, o município registrou apenas quatro ocorrências do crime, o que representa a melhor colocação na linha histórica da localidade, nos últimos anos.


Monitor da Violência mostra o Pará entre os sete estados que reduziram criminalidade

Entre as unidades da Federação com maior queda no número de assassinatos, o Pará está entre as quatro com melhor desempenho.

Dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Monitor da Violência apontam o Pará entre os sete estados do Brasil que reduziram casos de homicídios, ao comparar os dois primeiros meses dos anos de 2019 e 2020. O Pará também está entre os quatro que mais reduziram o número de assassinatos, enquanto Roraima registrou a maior queda nacional: 47,5%. Houve diminuição em mais seis estados: Roraima, Goiás, Rio Grande do Sul, Rondônia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. As outras 20 unidades da Federação apresentaram aumento, totalizando um crescimento de 8%.

O Monitor da Violência, uma parceria entre o G1, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (Universidade de São Paulo) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, visa discutir a questão da violência no País e apontar caminhos para combatê-la. O Monitor revela o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base em dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Trabalho integrado - O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, disse que no final de 2019 todos os estados apresentaram redução, e ressaltou que o Pará está entre as unidades da Federação que mais reduziram os registros de homicídio em 2020 devido, principalmente, ao trabalho integrado.

“O Pará está entre os sete que reduziram, e com uma forte redução em relação ao ano passado. Isso é resultado de um trabalho integrado, feito com inteligência e muito afinco para que a gente possa, realmente, persistir na busca por resultados melhores. O nosso planejamento continua mesmo no período da pandemia, e estamos conseguindo manter, também nesse período da crise, a redução dos índices. Não só os números de janeiro e fevereiro, como os divulgados pelo G1, mas os números de março e abril também nos mostram uma forte redução, e pretendemos continuar o trabalho e terminar o ano de 2020 entre as unidades da Federação com maior redução da criminalidade”, enfatizou Ualame Machado.

Em Frente Brasil - O trabalho integrado está sendo desenvolvido, por exemplo, com servidores da área de Segurança Pública do Estado e agentes dos municípios, polícias de ostensividade e judiciária, e da Força Nacional - por meio do Projeto Em Frente Brasil, em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), iniciado em agosto de 2019.

A partir da implantação das medidas é possível notar a diminuição de crimes, como redução de 64% no número de homicídios; 100 % nos registros de latrocínio e 30% nos casos de roubos, no período de 1º de janeiro a 29 de fevereiro, ao comparar os anos de 2019 e 2020.

TerPaz – Há também integração no Programa Territórios pela Paz (TerPaz), desenvolvido pelo governo estadual, que desenvolve ações em sete bairros da Região Metropolitana de Belém, escolhidos pelo histórico de vulnerabilidade social e alta criminalidade. As ações enfatizam os eixos de segurança pública e social, este último reunindo ações de educação, lazer, qualificação profissional e geração de renda, entre outras. Os bairros contemplados pelo TerPaz são Benguí, Cabanagem, Terra Firme, Guamá e Jurunas, em Belém; Centro, em Marituba, e Ícui, em Ananindeua.

Nesses locais também é constatada a redução de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e roubos, ao comparar o período de 1º de janeiro a 29 de fevereiro, respectivamente em 2019 e 2020. No bairro Icuí houve redução de 40% nos casos de CVLI e 12,89% nos de roubos.

No Benguí, a redução de roubos resultou em 45,83%, e não houve aumento de CVLI. No bairro da Cabanagem, a queda foi de 54,55% de CVLI e 23,47% na taxa de roubos. No Guamá, a redução totalizou 71% nos casos de CVLI e 16,33% nos de roubos. No Jurunas, a diminuição dos casos de roubos chegou a 29,88%. Na Terra Firme houve 100% de redução de CVLI e 19,74% nos casos de roubos, enquanto em Marituba a diminuição computou menos 50% de CVLI e 16,47% de roubos.

 


A violência também caiu, de 1º a 22 de abril, nos bairros do Benguí e Jurunas, atendidos pelo TerPaz.

O bairro da Terra Firme, por muito tempo conhecido como um dos mais violentos da Região Metropolitana de Belém, hoje apresenta uma realidade bem diferente. Há mais de 120 dias o bairro não registra ocorrências de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que incluem homicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. A última ocorrência desse tipo registrada no bairro foi no dia 12 de dezembro de 2019. O dado foi divulgado pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), levando em consideração dados coletados até a última quarta-feira (22).

Durante o período de 1º a 22 de abril, os bairros do Benguí e Jurunas também não apresentaram ocorrências de Crimes Violentos, sinalizando uma redução dos casos de 76% e 61%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os bairros da Terra Firme, Jurunas e Benguí estão entre os cinco bairros atendidos pelo Programa Territórios pela Paz (TerPaz), do governo do Estado, que desenvolve ações de segurança pública e combate à vulnerabilidade social.

“O bairro da Terra Firme é um dos cinco bairros de Belém contemplados pelo ‘TerPaz’. Já concluímos a primeira etapa do projeto, que foi o choque operacional através de ações de policiamento ostensivo e ações conjuntas das forças de segurança pública. Desde então, estamos tendo resultados muito positivos. Agora, o bairro recebe os serviços sociais programados para a segunda fase do projeto. Essa redução na taxa de crimes violentos, e até mesmo a não ocorrência destes, só nos mostra a assertiva do projeto e do modelo de policiamento adotado, especialmente junto à comunidade nos bairros contemplados pelo TerPaz”, disse o titular da Segup, Ualame Machado.

Resultados – Iniciativas dos governos estadual e federal, como “TerPaz”, "Em Frente, Brasil" e "Polícia Mais Forte", que atuam no Pará no combate à violência, têm gerado resultados positivos para a população, visto que o número de ocorrências nos bairros atendidos pelas ações está reduzindo cada vez mais.

As ações dos projetos vão desde o aumento do número de policiais militares e viaturas nas ruas, em horários estratégicos; investigações mais apuradas e desarticulação de grupos criminosos, até a atuação de agentes da Força Nacional de Segurança Pública, ostensiva e judiciária.

Os reflexos positivos desta gestão já colocaram o Pará em uma posição favorável, de acordo com um levantamento feito em fevereiro deste ano pelo portal G1, por meio do "Monitor da Violência", em que o Estado ficou entre os seis que mais reduziram a criminalidade no País. Os dados são referentes a 2019.

 


Bairro da Terra Firme está há quase 100 dias sem registro de crimes violentos

O bairro da Terra Firme, que antes era marcado como um dos mais perigosos da Região Metropolitana de Belém, em decorrência do grande número de crimes ocorridos no local, está há 98 dias sem registros de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), índice criminal que reúne ocorrências de homicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. A última ocorrência no bairro foi no dia 12 de dezembro de 2019. O levantamento foi realizado pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), levando em consideração até a quarta-feira, 18 de março.

Entre os outros bairros que também não registram essa tipificação de crimes estão o Benguí, também na capital paraense, que está há 47 dias sem ocorrências, e o Icuí-Guajará, em Ananindeua, com 46 dias, sendo que as últimas ocorrências foram, respectivamente, nos dias 1º e 2 de fevereiro de 2020.

Projetos como o "Em Frente Brasil", "TerPaz" e o "Polícia Mais Forte" são os principais atuantes no combate à violência e têm gerado saldos positivos para à população, demonstrando que são eficazes, visto que o número de ocorrências nos bairros atendidos pelas ações está reduzindo cada vez mais. As ações dos projetos vão desde o aumento do número de policiais militares e viaturas nas ruas, em horários estratégicos; investigações mais apuradas e desarticulação de grupos criminosos até a atuação de agentes da Força Nacional de Segurança Pública, ostensiva e judiciária.

Os reflexos positivos desta gestão já renderam uma colocação considerável em um levantamento feito em fevereiro deste ano pelo portal G1, por meio do "Monitor da Violência", em que o Pará ficou entre os seis estados que mais reduziram a criminalidade no País, os dados são referentes ao ano de 2019.

Ualame Machado, secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, frisa que os projetos e investimentos obtidos são fatores importantes para todas as reduções obtidas ao longo da gestão, e ainda destaca que a integração dos órgãos de segurança é essencial para o planejamento estratégico e, assim, reduzir expressivamente os números da criminalidade.

"Nós vamos continuar implementando os projetos nos bairros, realizando ações que geram repressão na criminalidade de forma célere, além disso, iremos lançar novos projetos com novas tecnologias que visam trazer mais segurança para o Estado", concluiu. (Com colaboração de Bruna Ribeiro).