TECNOLOGIA 13/05 10h07

Para fazer parte das turmas do curso de Programação e Robótica é preciso ter mais de 14 anos e, no ato da inscrição, apresentar original e cópia de RG, CPF e comprovante de residência.

Cheio de ideias: é assim que está o farmacêutico Anderson Lauro, um dos participantes do segundo módulo do curso de Programação e Robótica, que está sendo oferecido na Usina da Paz Icuí-Guajará, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. As aulas iniciaram na manhã da última quarta-feira (11) na UsiPaz Icuí ministradas por instrutores ligados à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), dentro do Programa Territórios Pela Paz (TerPaz). Anderson é morador do bairro há cerca de sete anos, contou que sempre se interessou pelo tema e tinha vontade de saber mais sobre o assunto.  

“Muitas coisas atuais que estão acontecendo estão necessitando dessa área da robótica, por isso, o meu interesse em aprender mais sobre programação e aliar ao meu conhecimento de Farmácia, para criar mecanismos de testagem de medicamentos diferentes do que são feitos hoje”, explicou.

O aluno também falou sobre sua nova percepção do bairro após a chegada do complexo comunitário no local. “Eu já moro uns sete anos no Icuí e via, antes, crianças trabalhando para tentar sobreviver e, com a Usina da Paz, que veio e trouxe vários cursos, ajudou muitas pessoas; o curso de robótica, culinária e panificação são grandes exemplos disso. Nem todo mundo tem dinheiro para pagar um curso”.

Aprendizados

Segundo o instrutor da turma, o professor Rainer Castro, durante o curso os alunos aprendem o que é a robótica, como surgiu e a importância da tecnologia em todas as áreas. Além disso, são introduzidos diversos componentes eletrônicos que compõem um robô.

“O módulo I é onde a gente começa a fomentar o processo criativo e aplica as metodologias educacionais usando as ferramentas de robótica que, associado a multidisciplinaridade do curso, que traz matemática, física e outras disciplinas integradas, ajudam eles criarem uma base para passar para o próximo módulo, ou seja, é fundamental que ele passe pela primeira etapa para que possa criar esse processo computacional e desenvolver isso num processo mais simples, em que ele vai começar a entender cada passo a passo. Para chegar no modulo II, ele vai pensar agora com esse conhecimento, construir algo de fato, com a assinatura deles, com a proposta deles e contextualizando com o mercado em que nós vivemos", detalhou o instrutor.

O professor ainda explicou sobre os caminhos que se abrem após a conclusão da jornada de 10 dias de casa etapa.

“A partir do momento que concluem, cursando direitinho as aulas, ele já está apto a ganhar o certificado equivalente a esta primeira fase, que habilita o aluno a trabalhar na sua escola como monitor na área de laboratório de tecnologia ou quem sabe até como um auxiliar de tecnologia dentro da sala de aula, ajudando o professor numa atividade educativa contextualizada, numa aula de física, matemática e outras disciplinas. Já no mercado, a partir do momento que ele conquista o certificado, ele já pode disputar oportunidades em vários processos seletivos que exigem nível médio técnico, para que ele possa ser também monitor, um possível instrutor numa Usina como essa”. Cada módulo tem duração de 10 dias com dois encontros por semana, gerando, ao final de cada ciclo, um certificado de qualificação", concluiu.

Moradora de um bairro vizinho à UsiPaz, a cerca de sete quilômetros, Jocelinda Yane, também é aluna do curso. Ela já imagina como as aulas poderão proporcionar a ela uma vida melhor. “O meu curso na universidade é sobre tecnologia e, com os cursos aqui da Usina, eu vi mais uma oportunidade pra me aprimorar nos meus estudos. Aqui consigo ver grandes chances de evoluir, criar robôs. Isso aqui é maravilhoso, não temos cursos gratuitos no mercado como a UsiPaz vem oferecendo, isso é muito bom pra gente ter uma nova visão de mundo, evoluir, agregar mais valor aos bairros da redondeza e também oportunidade de emprego”.

Para fazer parte das turmas do curso de Programação e Robótica é preciso verificar a disponibilidade de vagas junto à secretaria da UsiPaz de interesse, ter mais de 14 anos e, no ato da inscrição, apresentar original e cópia de RG, CPF e comprovante de residência.

Por Raiana Coelho (SEAC)


TECNOLOGIA 07/04 14h24

O Governo do Estado do Pará, por meio da Empresa de tecnologia da informação e comunicação do Pará (Prodepa), em parceria com a equipe de gestão da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (SEAC), lançou nesta quarta-feira (6), o software que vai auxiliar no desenvolvimento de gestão das Usinas da Paz, que é um projeto integrado pelo Territórios pela Paz.

O novo sistema foi apresentado de forma detalhada aos gestores, servidores, instituições parceiras e também aos profissionais das UsiPaz; o formato do software e suas vantagens, assim como o aperfeiçoamento do atendimento nas Usinas. Para a população atendida pela Usina da Paz, o sistema terá a possibilidade de controlar as programações e facilitar os atendimentos. Além de gerenciar e auxiliar o trabalho dos colaboradores, garantindo mais agilidade e também gerando dados para a melhoria dos serviços. 

Os projetos oferecidos pela Prodepa, asseguram a inclusão digital, e assim garantem para a população cidadania e acesso à internet. A Prodepa é a responsável por gerar a conexão nos complexos da Usina da Paz, disponibilizando internet gratuita e de qualidade. Ao todo são seis pontos de Wi-Fi Outdoor e 28 pontos de Wi-Fi Indoor, divididos entre as três usinas já inauguradas. Além da conexão cabeada que foram adequados 150 pontos disponíveis nas unidades.

De acordo com o Diretor de desenvolvimento da Prodepa, Gustavo Costa, o sistema será um facilitador na gestão do projeto Territórios Pela Paz. “Este é mais um sistema que auxilia o Estado a se desenvolver tecnologicamente”, pontuou. 

O treinamento para os servidores que utilizarão o software, acontecerá durante todo o mês de abril e no dia 2 de maio, o sistema começa a operar efetivamente nas usinas.

Segundo a gerente de projetos da Prodepa, Lorena Góes, o software vai possibilitar analisar e registrar as atividades de forma segura e organizada, além de gerar melhorias nessas atividades de acordo com as estatísticas dos frequentadores. “Esse sistema busca facilitar e melhorar cada vez mais os serviços oferecidos pelo Ter Paz. Será benéfico tanto para os colabores, quanto para a população. É um sistema que será evoluído e vai atender quem mais nos interessa, que é o cidadão”, reiterou a gerente. 

Para o secretário adjunto da Seac, Julio Alejandro Quezada, o novo sistema vai permitir mais cidadania para a população que utiliza o Ter Paz, e dessa forma teremos a democratização e igualdade no acesso à informação. “Esta ferramenta será muito importante, permitindo que a comunidade e os locais do Território pela Paz acessem os serviços públicos disponíveis. E dessa forma o Governo promove democratização e amplia o exercício da cidadania”, reiterou Alejandro.

Por Luiz Flávio (PRODEPA)


TECNOLOGIA 07/04 14h20

O sistema será utilizado pelas coordenações das UsiPaz e dos Territórios pela Paz, e equipe de gestão da Seac e dos órgãos parceiros.

Para assegurar diversas atividades nos complexos Usinas da Paz, projeto integrado ao Programa Territórios Pela Paz (TerPaz), desenvolvido pelo governo do Estado, a Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará (Prodepa) desenvolveu o sistema “Software TerPaz”, que vai facilitar o trabalho nas UsiPaz. A apresentação da nova ferramenta será na tarde desta quarta-feira (06), na Usina da Paz do bairro da Cabanagem, em Belém.

O sistema, elaborado pela Prodepa, será utilizado pelas coordenações das Usinas da Paz e dos Territórios da Paz, e ainda pela equipe de gestão da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac) e dos órgãos parceiros. Entre as principais funcionalidades do sistema estão a realização de agendamentos e o gerenciamento dos espaços onde ocorrerão as atividades das UsiPaz.A gestão das UsiPaz terá mais agilidade e eficiência, para continuar prestando serviços à população. Foto: Marcelo Seabra / Ag. Pará

Cada Usina da Paz terá autonomia para administrar seus dados, planejar e coordenar suas atividades. A equipe de gestão da Seac também poderá cadastrar projetos, ações e atividades que estarão disponíveis nas Usinas da Paz, enquanto os órgãos parceiros poderão enviar seus projetos e participar dos programas com maior organização e agilidade.

Controle - O sistema auxiliará não só os profissionais do Ter Paz, mas também o público atendido nas Usinas da Paz. O software permitirá que os servidores tenham maior controle sobre as atividades desenvolvidas em cada espaço, e também permitirá a geração de estatísticas que subsidiem estrategicamente a gestão. O sistema também vai possibilitar o controle sobre atividades nas unidades do Ter Paz, visando facilitar os atendimentos.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento de Sistemas da Prodepa, Gustavo Costa, o Software Ter Paz é a garantia de um sistema organizado, que vai aprimorar a gestão nas Usinas da Paz. “Esse novo sistema vai proporcionar ainda mais agilidade, segurança e qualidade no desenvolvimento dos trabalhos do TerPaz, uma vez que ele fará a gestão do atendimento, gerando dados para avaliação e melhoria dos serviços oferecidos”, explicou o diretor.

Trabalho integrado - A coordenação da Câmara Técnica Intersetorial (CTI) do TerPaz e a Prodepa discutiram a formatação do “Software TerPaz” desde novembro de 2019, buscando uma ferramenta que possibilitasse o gerenciamento, monitoramento, a avaliação e os relatórios de resultados dos mais de 90 projetos de serviços permanentes, rotativos e eventuais que são executados pelas secretarias e fundações que participam das ações da política pública de transformação social implantada pelo governo do Estado.

Em 2021, a Diretoria das Usinas da Paz (Dipaz) se juntou ao projeto. Gestores da Dipaz e do Núcleo de Relações Institucionais (NRI) da Seac apresentaram as definições de requisitos para a construção do Software.

"Esta ferramenta possibilitará que a população, das comunidades locais dos Territórios Pela Paz, possa acessar essa espécie de 'carta de serviços públicos' disponibilizados pelas secretarias, com uma garantia de gestão integrada, simultânea e compartilhada entre as instâncias de gestão da Seac. Uma forma de transparência sobre as políticas públicas executadas pelo governo do Estado, promovendo a democratização do acesso à informação e ampliação do exercício da cidadania", ressaltou o secretário adjunto da Seac, Julio Alejandro Quezada.

Por Luiz Flávio (PRODEPA)


TECNOLOGIA 22/09 10h36

Com o uso de drone foram feitos sobrevoos em comunidades dos municípios na busca por informações que contribuam para o mapeamento e para políticas públicas

As equipes interdisciplinares da Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA) que atuam no Projeto “Meu Endereço: lugar de paz e segurança social” realizaram, nos dias 14 e 15 de setembro, dois voos com o uso de drone para o levantamento de dados para a produção cartográfica dos territórios do Icuí-Guajará, em Ananindeua, e do bairro Nova União, no município de Marituba.

O “Meu endereço” faz parte das ações da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), por meio da CRF-UFPA, dentro do Programa Territórios pela Paz (TerPaz), desenvolvido pelo Governo do Pará.

“A parceria permite compartilhar conhecimentos interdisciplinares, por meio da articulação de inovação tecnológica, assistência técnica e inclusão social em direito à cidade para promover a inclusão social visando reduzir os conflitos socioambientais urbanos nestes territórios”, afirma o engenheiro sanitarista da CRF-UFPA, Daniel Mesquita.


Foto: Cleison Costa / CRF-UFPA

As atividades realizadas nos dois bairros tiveram a participação das lideranças comunitárias locais, que trabalharam no processo de mobilização junto às comunidades, além da presença da assistente social Lourdes Barradas, da CRF-UFPA. 

Resguardando todos os protocolos de segurança contra a Covid-19, os dois voos foram fundamentais para dar continuidade aos estudos fundiários e prevenir os conflitos socioambientais nos territórios localizados na Região Metropolitana de Belém (RMB).  As atividades foram autorizadas junto à Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e o Ministério da Defesa.

Para fazer o levantamento dos dados, as equipes da CRF-UFPA utilizaram as tecnologias do drone, o sistema de navegação global por satélite, mais conhecido por GNSS, que permite a localização de determinado ponto na superfície terrestre, além do uso do RTK, cuja sigla em inglês é Real Time Kinematic, e realiza a transmissão instantânea de dados de correções dos sinais de satélites em relação aos pontos localizados no solo.

“Essa função social da tecnologia é determinante para o georreferenciamento e o processamento das imagens levantadas. Elas, depois de processadas, permitirão elaborar uma cartografia efetiva dos dois territórios detalhando o bairro, a quadra, a rua, o lote e a moradia”, detalha o geógrafo da CRF-UFPA, Cleison Costa.

Para ele, com a precisão das imagens se construirá peças técnicas que integrarão os processos de regularização e de superação de conflitos socioambientais nos territórios, além de racionalizar tempo, recursos e dar celeridade na gestão dos processos e procedimentos na operacionalização do Sistema de Apoio a Regularização Fundiária (SARF).

Ao final, os moradores receberão o Kit “Meu endereço Certo” composto pela planta de localização do imóvel, planta de limite de lote, laudo das condições socioambientais da moradia, laudo de avaliação do imóvel e uma guia de encaminhamento das demandas comunitárias para serem resolvidas pelas políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Pará.

Cleison Costa explica a importância do projeto que, com a metodologia criada, gera uma política pública essencial. “Por meio da produção de conhecimentos, construiu-se uma metodologia que gerou uma política pública de ordenamento territorial, de inclusão social da comunidade e de combate à violência urbana em parceria com as comunidades nos sete bairros da Região Metropolitana de Belém (RMB) e com o Governo do Pará. Uma experiência que pode ser aplicada em outros territórios paraenses”,comemora. Atualmente, os bairros beneficiados pelo TerPaz são os territórios do Guamá, Jurunas, Terra Firme, Benguí e Cabanagem, em Belém, e Icuí-Guajará, em Ananindeua, e Nova União, em Marituba. 

*Com informações de Kid Reis (CRF-UFPA).

Por Fernanda Graim (SECTET) 


TECNOLOGIA 18/12 10h05

Por Jeniffer Galvão (SECTET)

Um dos objetivos do Projeto "Mapas Digitais" é fomentar a economia dos bairros, indicando, por meio de aplicativo, onde os moradores podem encontrar vendas de produtos populares como chope, churrasquinho, açaí, entre outros.

“Eu sou a Lucinette Rebouças e me coloco à disposição para ajudar os alunos, inclusive eu vendo cosméticos, quem precisar é só me chamar”, disse a moradora da Cabanagem, arrancando risadas e aplausos da equipe do projeto que se reuniu na manhã desta terça-feira (15) para dar início ao trabalho de campo no bairro.

 

 

“Vamos inserir no mapeamento um item sobre beleza e cosméticos, atendendo assim a dona Lucinette e outras revendedoras do bairro”, disse o coordenador do Mapas Digitais, Paulo Melo, ressaltando a importância do empreendedorismo popular nos bairros do Programa Territórios Pela Paz, onde é desenvolvido o projeto, realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceira com a Faculdade de Tecnologia em Geoprocessamento da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Apoio comunitário - Alguns líderes comunitários e moradores da Cabanagem foram convidados a participar da reunião desta terça, realizada na escola estadual José Valente Ribeiro, onde se reuniram os profissionais, estagiários e bolsistas do projeto. A diretora da escola, Ivanilda Vieira, deu boas vindas aos participantes e falou da importância dos moradores colaborarem com a equipe do Mapas Digitais.

Para realizar o levantamento de campo, os alunos bolsistas foram divididos em 10 duplas que irão percorrer as 146 quadras do bairro. “Achei o projeto muito importante, pois com o mapeamento poderemos encontrar no nosso bairro produtos e serviços que precisamos”, disse Lucinette, que se mostrou disposta a ajudar os alunos no trabalho de campo. 

Outra moradora que se prontificou a ajudar a equipe foi a Tatiane Vilar. “Estou de férias neste mês de dezembro e posso contribuir com os alunos nesse projeto que é muito interessante e ajuda as pessoas que têm suas vendas a ficarem mais conhecidas no bairro”, declarou.

Políticas públicas - Os bolsistas do projeto, selecionados nos próprios bairros do TerPaz entre alunos de universidades públicas e privadas, começam a percorrer as ruas da Cabanagem nesta quarta (16) para confirmar o mapeamento dos logradouros e equipamentos do bairro feito durante o trabalho de home office por meio da internet.

“Vamos comprovar o levantamento prévio feito remotamente e acrescentar outras informações como as condições das vias, pontos de alagamento e locais de descarte irregular de lixo”, explicou Paulo Melo. Ele enfatizou que outro objetivo principal do projeto é construir uma grande base de informações que vão nortear o governo na elaboração e implementação de políticas públicas.

As informações levantadas serão disponibilizadas em mapas digitais que estarão disponíveis num aplicativo que já está sendo elaborado pela equipe do projeto.