CULTURA DA PAZ 27/12 13h32

Um total de duas mil crianças são contempladas com brinquedos em territórios da Nova União, em Marituba; Jurunas, Guamá e Terra Firme, em Belém

O pequeno Jhonnatan Moura, de 7 anos, era só alegria. Ele foi uma das crianças que participaram da ação especial de Natal, realizada pelo programa Territórios Pela Paz (TerPaz), na manhã desta quarta-feira (22). “Ganhei um arco e flecha e esse lançador de água, estou muito feliz”, disse a criança.

Esta é a segunda etapa da entrega de brinquedos, que iniciou na última segunda-feira (20), e agora contemplou os territórios de Nova União, em Marituba; Jurunas, Guamá e Terra Firme, em Belém. No total, mais de 2 mil crianças, de 0 a 10 anos, foram contempladas com brinquedos, doados pela Receita Federal, que vão de carrinho de controle remoto, bonecos, jogos de tabuleiros, entre outros.

A ação foi acompanhada pela primeira-dama do Estado, Daniela Barbalho. “A magia do Natal acaba dominando o sentimento de todas as crianças e hoje a gente pode continuar o segundo dia dessa ação, com a companhia do Papai Noel, nos territórios do TerPaz. É muito mágico a gente ver o brilho no olhar de cada criança, o reconhecimento, nesse momento de confraternização, de gratidão pelo ano que está acabando e de estarmos com vida. Por podermos estar aqui trabalhando e trazendo um pouco de alegria e conforto para cada família, cada criança”, disse a primeira-dama.

Além de presentear as crianças, o Papai Noel também deixou uma mensagem especial aos participantes. “Esse é um momento de conscientização para todos nós, sobre a nossa saúde, a nossa vida. É também um momento de paz entre as famílias e dizer a cada um de vocês que nunca perca a alegria e também duas coisas que são primordiais na vida que é a magia e a força para seguirmos em frente”, comentou o Papai Noel.

A programação foi realizada pela Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), pasta responsável por coordenar as ações do TerPaz. Segundo a diretora geral do Núcleo de Articulação da Cidadania da Seac, Juliana Barroso, os moradores desses bairros vão receber, em breve, os grandes complexos comunitários chamados Usinas da Paz.

“É importante ressaltar que essas atividades itinerantes que estamos realizando aqui nesses territórios, em breve, também vão poder ser realizadas dentro das Usinas da Paz, esse grande projeto do Governo do Estado que já está em funcionamento no Icuí-Guajará, e todos estarão convidados a participar das nossas atividades, principalmente, as crianças. Então, enquanto TerPaz, estamos aqui trazendo uma mensagem de amor e esperança nesse natal”, afirmou Juliana Barroso.

A operadora de caixa Renata Aviz aproveitou a ação e garantiu um presente para o filho, Henry Pyetro, de quase um ano de idade. “Maravilhoso isso que o Estado está fazendo, atendendo essas crianças que são muito carentes. Então está ajudando muitas famílias, ver o sorriso nos rostos dessas crianças não tem preço, só tenho a agradecer”, disse.

Por Paulo Garcia (SEAC)


CULTURA DA PAZ 02/12 11h23

O programa Territórios pela Paz (TerPaz), do Governo do Estado, também está com uma exposição na 24° Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

 

Animada e empolgada, assim estava Sofia Pereira, de 9 anos, estudante do 4° ano do ensino fundamental e moradora do bairro da Terra Firme, em Belém. "Eu estou muito feliz, gostei muito de me apresentar aqui na feira do livro, eu nunca tinha dançado carimbó na frente de tantas pessoas", disse a estudante.

A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), dentro do programa Territórios pela Paz (TerPaz) e faz parte do projeto ‘Que Nem Maré’, com o tema ‘Águas de Patu Anu’ que homenageou a autora pajé Zeneida Lima.

Cerca de 65 estudantes de escolas dos bairros da Terra Firme, Cabanagem e Coqueiro, se apresentaram no primeiro dia da 24° Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, na Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho, na avenida Augusto Montenegro, em Belém.

"Nós tivemos a ideia de fazer o intercâmbio entre esses jovens dos bairros da Cabanagem e Terra Firme, que já produzem dentro desses territórios atendidos pelo TerPaz, além do bairro do Coqueiro, e montamos um produto para a Feira Pan-Amazônica do Livro. Com a escrita criativa e a iniciação teatral, montamos uma peça que pudesse ter uma recitação musicalizada, que foi feita pelos jovens da Terra Firme e o fundo musical pelos jovens da Cabanagem, depois dessa composição visitamos a Escola Nagib Coelho no bairro do Coqueiro, e conseguimos agregar com um grupo de Carimbó. Hoje tivemos uma composição de apresentação de dança, música, teatro e recitação de poesias autores, com uma apresentação interativa’’, afirmou a professora e coordenadora do projeto ‘Que Nem Maré’, Lilia Melo.

Participante do projeto ‘Musica pela Paz’, da Seduc, realizado no bairro da Cabanagem, a estudante Emily Costa, 15 anos, foi uma das cantoras. "Eu sempre gostei de cantar, e quando soube desse projeto aproveitei, e hoje tive a oportunidade de mostrar o trabalho que estamos realizando no bairro e gostei bastante de ter tido essa chance de me apresentar na frente de tantas pessoas’’, afirmou a participante.

A coordenadora da Seduc no TerPaz, Ivete Brabo, destacou os benefícios dessa inter-relação entre os territórios. "Esse intercâmbio entre os jovens do bairro da Terra Firme e da Cabanagem foi de extrema importância porque os jovens são os protagonistas da história desse processo todo de inter-relação da cultura. Então os jovens da Terra Firme, que já desenvolvem um trabalho dentro do programa TerPaz, vieram para Cabanagem, onde foi possível multiplicar esse conhecimento adquirido por ambos’’, destacou Ivete.

A programação da 24° Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é realizada por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e seguirá até o próximo domingo, dia 5, das 9h às 21h. 

EXPOSIÇÃO TERPAZ

O programa Territórios pela Paz (TerPaz), do Governo do Estado, também está com uma exposição na 24° Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, com o objetivo de informar e tirar as dúvidas da comunidade sobre as atividades que o TerPaz já desempenha durante esses dois anos de trabalho e os serviços de um dos projetos prioritários do Estado que são as Usinas da Paz.

A dona de casa Rosa Amaral, 29 anos, foi com a filha Júlia, 7 anos, aproveitar a feira, ela ressaltou a importância do projeto.

"Essa é a primeira vez que participo de uma feira do livro, estou achando muito boa, sou moradora aqui do bairro da Cabanagem e aproveitei a oportunidade, esse evento é muito importante, porque incentiva os nossos jovens a lerem e ter vontade de aprender, também fiquei muito feliz em saber que o nosso bairro será polo de uma das Usinas da Paz, esse complexo vai trazer muitos benefícios, não só para a minha família, como para todos os moradores aqui da área’’, disse a participante.

A Usina da Paz é um projeto integrado ao programa estadual Territórios Pela Paz (TerPaz), elaborado pelo Governo do Pará e coordenado pela Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), em parceria com a iniciativa privada. A meta do Estado é a construção de 10 Usinas, entre a Região Metropolitana de Belém e a região sudeste paraense.

As UsiPaz são complexos comunitários de promoção da cidadania, com espaços para atividades esportivas; salas de audiovisual e inclusão digital; atendimento médico e odontológico; consultoria jurídica; emissão de documentos; ações de segurança; capacitação técnica e profissionalizante; espaço multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade.

Há espaços também para cursos livres e de dança, teatro, robótica, artes marciais, musicalização e biblioteca.

Por Elizabeth Teixeira (SEAC)

 


CULTURA DA PAZ 26/11 10h00

O complexo oferta atividades educacionais, culturais, desportivas e funciona de terça-feira a sexta-feira, das 8h às 22h; aos sábados e domingos, das 8h às 18h

Transformando vidas, foi assim que a artesã, Gerlane Santos, definiu a Usina da Paz Icuí-Guajará, em Ananindeua. Ela é moradora do bairro há 30 anos e não esconde a alegria em poder fazer parte desse projeto. ‘’Esse projeto foi de Deus e está mudando a vida das pessoas aqui da comunidade, inclusive a minha", disse.

"Aqui não tínhamos um lugar desse, eu e o meu esposo estamos fazendo hidroginástica e o meu neto está na natação. Eu sempre passava por aqui e imaginava que esse espaço poderia servir para a comunidade. Eu sempre sonhei com um complexo assim, mas nunca pensei que se tornaria realidade e em tão pouco tempo’’, disse a moradora.

O governador Helder Barbalho inaugurou o complexo em 20 de outubro, e, no dia seguinte, ele começou a funcionar. Segundo dados divulgados, esta semana, pela Câmara Técnica Intersetorial (CTI) do TerPaz, já foram realizados 3.806 beneficiamentos.

De acordo com o governo, este programa estadual se destaca como um modelo de política pública articulado e inovador no Brasil, que busca a redução da violência por meio da transformação social, tendo como diferencial ações integradas de secretarias estaduais e órgãos parceiros. 

Os moradores usufruem das instalações de dois prédios principais que ofertam diversos cursos, oficinas e atendimento público, um espaço para batedores e produtos de açaí, teatro, complexo poliesportivo, quadra de areia, piscina semiolímpica, playground, área viveiro, compostagem e horta, academia ao ar livre e estacionamento.

O gerente geral da Usina da Paz Icuí-Guajará, Alex Melul, destacou o trabalho que está sendo realizado. ‘’Estamos com um pouco mais de um mês de funcionamento e já beneficiamos milhares de pessoas e a tendência é só aumentar. Atualmente, disponibilizamos alguns serviços que são contínuos como: emissão de Rg, de certidão de nascimento, atendimento médico, odontológico, psicológico, também disponibilizamos atendimento jurídico, as bibliotecas, tanto adulto como a infantil. Além disso, temos outras atividades nas áreas de esporte, lazer, cultura, empreendedorismo, entre outros serviços’’, afirmou Alex. 

Acolhida, foi assim que a doméstica Raimunda Gomes, 64 anos, se sentiu na Usina da Paz Icuí-Guajará.‘’Aqui fui muito bem recebida e atendida, amei tudo. Esse complexo veio na hora certa porque, aqui em Ananindeua, não tínhamos um espaço assim, que está cuidando da gente’’, disse ela.  

Usina da Paz

É um complexo comunitário integrado ao programa Territórios Pela Paz (TerPaz), coordenado pela Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), e promove diversas atividades voltadas para o público em geral.

São ofertados mais de 80 serviços gratuitos, disponibilizados pelos órgãos e entidades parceiras do Estado. “Na Usina da Paz, os moradores podem realizar atividades esportivas; atendimento médico e odontológico; consultoria jurídica; emissão de documentos; além de cursos de capacitação técnica e profissionalizante; é um espaço feito para a comunidade se apropriar. Estamos muito felizes com esse resultado positivo em Ananindeua e que, em breve, está chegando em Belém, no bairro da Cabanagem”, ressaltou o secretário estratégico de Articulação da Cidadania, Ricardo Balestreri.

Para o marmorista Erimar da Costa, 43 anos, a Usina veio trazer melhor qualidade de vida para quem mora no município de Ananindeua. "Esse espaço está ajudando muito as pessoas aqui da comunidade, esse foi um projeto muito bom. Eu já tirei a minha carteira de identidade e pretendo colocar a minha filha para fazer algum esporte’’, concluiu ele.

Também há espaços para cursos livres e de dança, teatro, robótica, artes marciais, musicalização e biblioteca. Além disso, é disponibilizado pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará (Prodepa) sinal de wi-fi gratuito para os moradores que vivem próximo à Usina da Paz.

O complexo funciona de terça-feira a sexta-feira, das 8h às 22h, aos sábados e domingos, das 8h às 18h.

Por Elizabeth Teixeira (SEAC)

 


CULTURA DA PAZ 30/08 10h35

Nesta sexta-feira (27), o território beneficiado será o do Icuí-Guajará, com a ação na Escola Estadual de Ensino Fundamental Maria de Nazaré Marques Rios

As irmãs Roseane Oliveira de Araújo, 33 anos e Ingrid Paiva de Araújo, 23 anos, aproveitaram a ação para conseguir a emissão do RG. Para Roseane, a edição do projeto ‘Ter Cidadania e Direitos Humanos’ veio em boa hora. "Esse projeto é ótimo, eu e minha irmã estávamos precisando tirar as nossas carteiras de identidade, já que a minha outra foi extraviada, e a dela é muito antiga’’, disse Roseane.   

A ação do "Ter Cidadania e Direitos Humanos" ocorreu na manhã desta quinta-feira (26), no bairro da Cabanagem, em Belém. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), nos locais que integram o Programa Territórios pela Paz (TerPaz), executado pelo Governo do Estado do Pará. 

"Essa é mais uma ação que veio para agregar os serviços que já realizamos aqui no bairro da Cabanagem, essa é a primeira ação do Projeto, que vai beneficiar os sete territórios atendidos pelo programa TerPaz, é o governo do Estado levando cidadania e direitos para a população’’, afirmou a gestora do TerPaz na Cabanagem, Ivanilda Vieira.

O mototaxista Ozenil Paraguaçu, 45 anos, morador do bairro da Cabanagem há 24 anos, conseguiu tirar a carteira de trabalho digital. 

‘’Essa ação foi muito boa para a comunidade, aqui nós éramos um bairro muito carente e o TerPaz veio para mudar essa realidade, hoje eu conseguir tirar a minha carteira de trabalho digital, já que a minha é impressa e estava muito antiga e também a do meu filho de 15 anos’’, disse ele.

Durante o evento, foram realizados diversos serviços como: Roda de conversa: estratégias de prevenção e rede de atendimento às mulheres em situação de violência, realizada pela Coordenação de Integração de Políticas para Mulheres (Cipm); Emissão de RG (100); Atividades de orientações e esclarecimentos sobre os direitos do consumidor e distribuição de materiais informativos feita pela Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon); Abordagem / orientações Distribuição de material educativo, feito pela Coordenadoria de Prevenção ao Uso Abusivo de Drogas (Cenpren); Abordagem / orientações, Atendimento psicossocial /casos de violações, da Coordenadoria de Monitoramento de Direitos Violados (Cmdv) e Informações sobre os programas Id Jovem, CNH Pai D’Eguá, Juventudes Empreendedoras, Programa Horizontes, onde foi feito uma espécie de " mesa dos direitos" a qual também foi abordado o Estatuto das Juventudes, feito pela Coordenadoria da Juventude. A Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (Dav), da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup/ Polícia Civil, também fez parte da ação, levando a Unidade Móvel da Delegacia da Mulher para atender casos de violência contra mulheres e outras orientações com base na Lei Maria da Penha.

"Nós estamos iniciando a entrada da Sejudh, nos sete territórios atendidos pelo programa TerPaz, levando de forma gratuita vários serviços e direitos para essa população, promovendo acesso irrestrito a defesa dos direitos humanos’’, ressaltou a Coordenadora de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas, e Radicação do Trabalho Escravo e Migração Segura (CTETP) da Sejudh, Lorena Romão.

A doméstica Guiomar da Silva, 45 anos, estava muito agradecida, já que no momento não tinha condições financeiras para tirar o Rg. "Eu consegui tirar a minha carteira de Identidade, eu estava precisando muito, porque a minha é bem antiga e eu já estava tendo dificuldade em resolver alguns problemas’’, afirmou a moradora.

As ações são em alusão ao ‘Agosto Lilás’, mês que representa a conscientização e combate à violência contra a mulher, dia da Juventude, dia da visibilidade lésbica, dia dos defensores dos direitos humanos e dia do consumidor, que são políticas trabalhadas pela Sejudh.

Nesta sexta-feira (27), o território beneficiado será o do Icuí-Guajará, com a ação na Escola Estadual de Ensino Fundamental Maria de Nazaré Marques Rios, localizada na Rua São Pedro Qd 6, Prox. A, R. Santa Fé, Sn - Icuí-Guajará, Ananindeua, de 9h às 12h. 

Por Elizabeth Teixeira (SEAC)

 


CULTURA DA PAZ 17/08 10h52

A iniciativa também contempla palestras educativas sobre temas de interesse geral, como prevenção à Covid-19; saúde oral; e a distribuição de kits para higiene bucal

Emocionada, assim estava a dona de casa, Roseane do Espírito Santo, de 36 anos, moradora do bairro do Benguí, em Belém. Ela foi buscar a cadeira de rodas para o pai, de 78 anos, que não enxerga e perdeu uma das pernas devido a complicações da diabetes.

“O meu pai estava precisando muito porque a cadeira de rodas que ele tem já estava toda quebrada e nós não tínhamos condições financeiras para comprar uma nova. Ele não enxerga, tem problema no coração e perdeu uma das pernas por causa da diabetes, então eu agradeço a todos por essa ajuda’’, disse a moradora.

Miriam Lisboa, de 47 anos, era só alegria, já que conseguiu a tão sonhada cadeira de rodas e de banho para a mãe de 86 anos. “Eu já estava tentando há muitos anos uma cadeira de rodas para a minha mãe, mas sem sucesso. Ter uma ação dessa aqui no bairro é maravilhosa e beneficiou não só a minha mãe, como outras pessoas que estão precisando’’, afirmou a moradora. 

A ação do Governo do Estado, ocorreu na manhã desta segunda-feira (16), por meio do programa Territórios Pela Paz (TerPaz), que promoveu a entrega de 45 cadeiras de rodas e equipamentos necessários às Pessoas com Deficiência (PcDs), nos bairros do Benguí, em Belém, e do Icuí-Guajará, em Ananindeua. A atividade é realizada em parceria da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac) e a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

"Esses 45 equipamentos vão mudar a vida dessas pessoas, trazendo qualidade de vida para elas. A procura foi tão grande que também estendemos essas ações de cidadania por todo o Pará, estamos levando esses serviços a vários municípios do Estado’’, destacou a coordenadora da Sespa no TerPaz, Alessandra Amaral. 

“Para além de cadeira de rodas, o Estado do Pará por meio do TerPaz, entregou cidadania, resgatou o direito de ir a vir, o que demostra nosso compromisso com as pessoas com deficiência, além disso, essa é uma ação continuada e que beneficia os sete territórios atendidos pelo programa’’, concluiu a diretora Geral do Núcleo de Articulação da Cidadania (NAC) da Seac, Juliana Barroso.

A ação contou com a participação da primeira-dama do Estado, Daniela Barbalho. "Nós estamos fazendo com que esses serviços cheguem a quem mais precisa, e hoje foram entregues mais cadeiras de rodas, desta vez no bairro do Icuí-Guajará em Ananindeua e no Benguí em Belém, o que é maravilhoso, porque mostra que as pessoas estão acreditando no trabalho que está sendo realizado pelo Governo do Estado’’, ressaltou a primeira-dama

Moradora do bairro do Icuí-Guajará, há 30 anos, a dona de casa Maria de Lurdes, foi uma das pessoas beneficiadas. “O meu filho tem 27 anos, nasceu com de paralisia cerebral, que foi causada pela falta de oxigenação no cérebro e que comprometeu toda a sua parte motora, por isso, essa cadeira de rodas veio em boa hora’’, disse a moradora.

A ação também beneficiou o João Miguel, de apenas 4 anos de idade, que é autista e tem Síndrome de Down. “Essa ação é muito importante, nós não tínhamos cadeira de rodas e era muito difícil sair com ele, mas agora vai ficar mais fácil, vamos poder sair com mais frequência para passear’’, concluiu a mãe do João Miguel, Marli Pereira. 

A entrega das cadeiras contempla um dos serviços garantidos pelo TerPaz, para se cadastrar basta ir às Ações de Saúde, sempre realizadas nos finais de semana. Nessas ações há também consultas ginecológicas, pediátricas e com clínico geral; aferição de pressão arterial; teste de glicemia e encaminhamento para consultas e exames especializados, por meio da Central de Regulação da Sespa, nos Territórios pela Paz em Belém, Ananindeua e Marituba. 

Em todas as ações há palestras educativas sobre temas de interesse geral, como prevenção à Covid-19 e saúde oral, além de distribuição de kits para higiene bucal. Nas próximas semanas, moradores de outros bairros atendidos pelo Programa Territórios pela Paz também serão beneficiados.

Por Elizabeth Teixeira (SEAC)

 


CULTURA DA PAZ 02/08 10h44

A ação faz parte das comemorações de dois anos de atuação do Programa TerPaz no bairro e objetiva estreitar, ainda mais, os laços sociais com a comunidade  

Feliz. Esse foi o sentimento evidenciado pela moradora Rosilene Rivas, que mora há 20 anos no Icuí-Guajará, em Ananindeua. Ela foi uma das pessoas escolhidas para participar da visita ao canteiro de obras da Usina da Paz, no bairro, nesta quinta-feira (29). 

"Para mim é muito importante ter participado dessa visita, essa é uma obra grandiosa, eu estou muito feliz, esse complexo só vai melhorar ainda mais os serviços que já estão sendo implantados aqui no bairro, na área da saúde, educação e segurança’’, disse a moradora Rosiele Rivas.

A visita ocorreu na manhã desta quinta-feira (29) com a participação de representantes da Diretoria das Usinas da Paz e do Núcleo de Articulação da Cidadania (Nac), da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), e guiada pelo engenheiro da Vale, responsável pela obra, Bruno Freire. Os moradores receberam as instruções iniciais para entrar na obra e informações a respeito do avanço da construção que está na etapa final.

"Hoje nós comemoramos dois anos da entrada do programa Territórios Pela Paz (TerPaz) aqui na comunidade, onde levamos serviços e políticas públicas e para comemorar esse dia tão especial, trouxemos os moradores para que eles pudessem ver como está o andamento dessa obra, a Usina veio para somar e intensificar os serviços que já vinham sendo realizados pelo TerPaz’’, ressaltou a gestora do Território da Paz, Delma Braga.

A diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Maria de Nazaré Marques Rios, no bairro do Icuí-Guajará, Rosa Teixeira, também participou da visita. "Essa Usina vai trazer muitos benefícios para a comunidade, eu como diretora escolar fico muito feliz em saber que as nossas crianças e adolescentes vão ter um espaço para realizar vários serviços, como na área da educação, esporte e lazer’’, afirmou a diretora. 

Morador do Icuí-Guajará há 22 anos, Ariosnaldo Serra, o Pai Naldo de Oxofé, relembrou como estava o bairro antes da chegada do TerPaz. "Aqui era considerado uma área ‘vermelha’, ou seja, muito perigosa, mas hoje a realidade é outra, graças a essa política voltada para a comunidade. Antes as pessoas tinham medo de vir aqui, mas agora eles se sentem mais seguros em visitar o bairro’’, afirmou o Pai Naldo de Oxofé. 

As obras no Icuí-Guajará estão sendo executadas em parceria com a empresa Vale, que está arcando integralmente com os custos. O Governo não receberá nenhum recurso econômico, mas receberá a Usina pronta e equipada. A previsão é que o equipamento público seja entregue até o final do ano.

Parceria

A Usina da Paz é um projeto integrado ao programa estadual Territórios Pela Paz, elaborado pelo Governo do Pará e coordenado pela Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), em parceria com a iniciativa privada. O propósito é a construção de 10 Usinas na Região Metropolitana de Belém, e no sudeste do Estado.

Serviços

Entre os espaços, as UsiPaz terão complexos esportivos, salas de audiovisual, espaços de inclusão digital e vários serviços, como atendimento médico e odontológico, consultoria jurídica, emissão de documentos, ações de segurança, capacitação técnica e profissionalizante, espaço multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade. Também haverá espaços para cursos livres e de dança, teatro, robótica, artes marciais, musicalização e biblioteca.

Por Elizabeth Teixeira (SEAC)

 


CULTURA DA PAZ 26/07 10h06

Criado pelo governo do Estado, o programa investe na segurança e em ações de inclusão social, cidadania e empreendedorismo

Aos 104 anos, a aposentada Luiza Antônia dos Prazeres já usufruiu das ações do Programa Territórios pela Paz (TerPaz), executado pelo Governo do Pará. Ela teve acesso a consultas e exames, por meio do "Ter Saúde", projeto da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) no âmbito do programa, que mobiliza vários órgãos da administração estadual.

Gilza Franco, filha de Luiza, conta que a mãe, por ter idade já bastante avançada, não enxerga, porém consegue realizar sozinha muitas atividades, como se alimentar, tomar banho e se vestir. O que a aposentava estava precisando era de consulta com um médico especialista.

“Nós ficamos sabendo da ação de saúde aqui no Bengui (bairro de Belém), e como a minha mãe estava precisando muito de fazer novos exames, ficamos preocupadas se íamos conseguir esse atendimento, porque toda vez precisamos nos deslocar para longe do bairro. Mas agora o serviço veio até nós. Quando chegamos lá, fomos muito bem atendidas. Os profissionais foram muito atenciosos, e conseguimos bem rápido ser encaminhadas para realizar os exames. Todos estão de parabéns”, afirma Gilza Franco.

Assim como atendeu a uma demanda em saúde da centenária Luiza Antônia e de Gilza, o TerPaz vem facilitando e transformando a vida de muitos outros moradores dos sete bairros alcançados pelo TerPaz em municípios da Região Metropolitana de Belém: Cabanagem, Bengui, Guamá, Jurunas/Condor e Terra Firme, na capital; Icuí-Guajará, em Ananindeua, e Nova União/São Francisco, em Marituba. De acordo com dados divulgados esta semana pela Câmara Técnica Intersetorial do TerPaz, de julho de 2019 ao julho de 2021 já foram realizados 365.090 procedimentos.

Integração - Esse resultado positivo é fruto do trabalho integrado, que envolve 36 secretarias, autarquias e fundações do Estado, em ações gratuitas de segurança e em outras áreas, como saúde, capacitação técnica, aquisição e/ou reforma habitacional, educação ambiental, acesso a crédito para empreender e fomento aos arranjos econômicos locais. Também são oferecidos atendimentos específicos para mulheres provedoras da família e jovens, dentre outros segmentos. As ações do TerPaz são realizadas, atualmente, em escolas públicas, delegacias, centros comunitários e instituições parceiras.

A Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac) é o órgão responsável por coordenar e dar seguimento às ações do TerPaz. O titular da Seac, Ricardo Balestreri, ressalta a importância do programa como política pública voltada à transformação social para a população desses sete bairros.

"Ao celebrarmos dois anos de instalação da política pública Territórios pela Paz, do Governo do Pará, temos muito a comemorar. O TerPaz, hoje, é vivo e pujante no seio dessas comunidades, levando atendimento, inclusão social, empreendedorismo e protagonismo a uma população maravilhosa, trabalhadora, criativa, para a qual só faltavam oportunidades”, reitera o secretário.

Combate à pandemia - Com a mudança no bandeiramento no dia 3 de março, que passou para vermelho, as ações do Ter Saúde nos bairros atendidos pelo TerPaz se adaptaram para atender à necessidade da população. A iniciativa também observou o aumento da demanda nas Policlínicas Itinerantes, nas unidades instaladas no estacionamento do Hangar – Centro de Convenções; Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), e Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho). Nos meses de março e abril deste ano o atendimento nos bairros do TerPaz foi voltado exclusivamente aos casos leves e moderados de Covid-19. Ainda segundo dados da Sespa, foram realizados mais de 21 mil atendimentos.

Capacitação - O TerPaz também representa recomeço para muitas pessoas. Uma delas é a empreendedora Vilcineia Monteiro, 60 anos, que participou do “Ela Pode”, um dos projetos voltados ao empreendedorismo feminino, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), com a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) e o Instituto Rede Mulher Empreendedora.

Ela conta que trabalhou durante 28 anos como doméstica, mas que devido à pandemia teve que se readaptar. “Com esse período difícil que estamos vivendo, tive que parar de trabalhar como doméstica. Para me sustentar, resolvi abrir meu próprio negócio e comecei a vender comida em frente à minha casa. E o projeto me ajudou muito nesse novo empreendimento. Aprendi muitas coisas para fortalecer meu negócio”, destaca Vilcineia.

Inclusão – Dona de casa, Eliane Souza, é moradora do bairro da Cabanagem há 11 anos. Casada e com três filhos - um deles, com 12 anos, tem transtorno do espectro autista -, Eliane conta que foi por intermédio de ações do governo do Estado que conseguiu a carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), outro serviço oferecido pelo Estado. “Fiquei sabendo da ação para pessoas com autismo, devido à lei assinada pelo governador (Helder Barbalho), da carteira do autista. Lá fui muito bem atendida. Levei o laudo dele e consegui tanto o passe livre como a carteira, sendo que já vinha tentando esse benefício há vários anos e não conseguia”, informa. 

A emissão do documento integra a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Peptea), instituída pela Lei 9.6062/220, assinada pelo governador Helder Barbalho em maio deste ano.

Permanência - Os bairros atendidos pelo TerPaz na RMB, e nos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, na região Sudeste, receberão os complexos comunitários Usinas da Paz (UsiPaz), que consistem em grandes equipamentos públicos, em áreas de aproximadamente 10 mil metros quadrados, tendo como responsáveis pelas obras duas mineradoras atuantes no Pará, a Vale e a Hydro. As empresas arcam de modo integral com os custos das obras. O governo não receberá nenhum recurso das mineradoras. As Usinas começarão a ser entregues ainda este ano, prontas e equipadas para a gestão pública. 

A finalidade é garantir a permanência do Estado nos Territórios, com ênfase na prevenção à violência, inclusão social e fortalecimento comunitário, com três eixos fundamentais: assistência, esporte/lazer e cultura.

“A vida nesses territórios está mudando fortemente para melhor com o TerPaz e, brevemente, isso será incrementado com a inauguração da Usina da Paz, um complexo de serviços públicos, cultura, educação esporte e lazer, a serviço de toda a comunidade. É o Estado se fazendo presente, através de todas as suas secretarias e órgãos, atuando em conjunto, abrindo portas, estendendo as mãos, apoiando essa gente parceira que merece ser cuidada com grande respeito, carinho e atenção”, ressalta Ricardo Balestreri.

Entre os espaços, as UsiPaz terão complexos esportivos, salas de audiovisual, salas de inclusão digital e vários serviços, como atendimento médico e odontológico, consultoria jurídica, emissão de documentos, ações de segurança, capacitação técnica e profissionalizante, área multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade. Também haverá espaços para cursos livres e de dança, teatro, robótica, artes marciais, musicalização e biblioteca.

Por Governo do Pará (SECOM)

 


CULTURA DA PAZ 31/05 09h51

 Eles fizeram cursos de manutenção de motocicleta e manutenção de refrigeração em ação integrada de cinco órgãos estaduais sob a coordenação da Seac

Na manhã desta quinta-feira (27), 36 concluintes dos cursos de manutenção de motocicleta e manutenção de refrigeração foram certificados no auditório da Fábrica Esperança, em Belém. Essas são as primeiras turmas do Projeto TerPaz Recomeçar, do Governo do Estado. A ação é resultado da atuação integrada de cinco órgãos estaduais que, desde o ano passado, vem garantindo cursos profissionalizantes, sob a coordenação da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac).

“O TerPaz Recomeçar é o combate à reincidência criminal, o Governador Helder Barbalho, ao convidar o secretário da Seac Ricardo Balestreri, para implantar os Territórios Pela Paz nos bairros da Região Metropolitana de grande degradação social, tinha como um dos principais objetivos combater os altos índices de reincidência criminal, prevalecentes do Brasil, na sua maioria de detentos que praticaram delitos de baixo potencial ofensivo e o que podemos constar é que o programa está sendo efetivo em seu desenvolvimento, como agora nessa importante cerimônia de certificação desses cidadãos que se profissionalizaram e estão recomeçando a vida”, contou Osvaldo Coelho, diretor das Redes Locais de Cidadania da Seac.

Reinaldo Bandeira, de 32 anos, é um dos concluintes do curso de Manutenção de refrigeração, para ele, que já cumpriu pena por cinco anos, receber o certificado significa vida nova.  mas por meio desse projeto do TerPaz pude ter uma nova chance, penso agora em ter uma vida melhor para mim e para minha família, montar um negócio e olhar agora para frente”, disse Reinaldo.

 

 

Participam desse esforço conjunto a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a Fundação Amazônia de Desenvolvimento da Pesquisa (Fapespa), a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banpará e a Fábrica Esperança.

Na abertura do evento, o diretor geral da Fábrica Esperança, Artur Jansen, falou sobre o acolhimento da instituição aos participantes do curso. “O projeto é mais um braço para o nosso trabalho de ressocialização que o Governo do Pará executa, só que dessa vez nós fizemos diferente, invés do egresso vir até a Fábrica Esperança, a Fábrica esperança foi até eles nos territórios do TerPaz, oferecendo essa ressocialização por meio de uma qualificação profissional para geração de emprego e renda”, disse.

O presidente da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), Luis Celso da Silva, participou da cerimônia e parabenizou o projeto. “A importância de projetos como esse é a profissionalização, não é só deixar a pessoa custodiada e depois reinseri-la de qualquer maneira na sociedade, o papel da Fundação, por exemplo, é sim fazer com que ela cumpra a medida socioeducativa, mas que seja reinserida na sociedade se tornando um cidadão melhor, e aí é que a gente entra oferecendo e apoiando iniciativas como essa do TerPaz Recomeçar, porque quando essa pessoa tem um emprego e renda, a probabilidade é muito pequena de retornar para uma vida ociosa ou para futuros crimes”, explicou

Homenagem

As duas primeiras turmas tiveram como patrono, in memoriam, um dos idealizadores do TerPaz Recomeçar, o advogado Paulo Cordeiro. “O Dr Paulo Cordeiro desempenhou um papel fundamental para a inicialização desse sonho, um verdadeiro construtor da cidadania, que infelizmente nos deixou ano passado vítima da Covid-19, sempre lutou para a implementação de programas e políticas públicas para promover a cidadania de pessoas em situação de vulnerabilidade social, agora se eternizará por meio desse projeto”, saudou Julio Alejandro Quezada Jelvez, diretor geral do Núcleo de Relações Institucionais da Seac.

Como forma de marcar a homenagem póstuma, a família do Paulo Cordeira, por meio da esposa Ana Lucia Herculano de Oliveira, recebeu a Comenda de Mérito da Promoção de Justiça Social, entregue pelo diretor geral da Fábrica Esperança, Artur Jansen.

Formação

A Sectet ofertou os cursos, ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). “É uma honra participar desse trabalho tão importante que tem como principal objetivo fortalecer a cultura de paz no Estado, possibilitando oportunidades, por meio da Sectet e seus parceiros, estamos promovendo diversos cursos no Estado, seja superior e técnico, para aumentar cada vez mais essa capacitação profissional”, comentou Ana Abreu, coordenadora de Formação Inicial da Sectet.

Para o diretor de Reinserção Social da Seap, Belchior Machado, a garantia de uma nova oportunidade é o principal ponto do projeto. "Os cursos profissionalizantes são fundamentais para a inserção dos egressos no mercado de trabalho, sobretudo os cursos que possibilitam o trabalho autônomo e empreendedor. Isso é segurança pública que previne a reincidência, diminui a violência e garante dignidade e uma chance de recomeçar para essas pessoas".

Saiba mais sobre o projeto

O TerPaz Recomeçar tem como objetivo realizar estudos Sócios Econômicos, de políticas públicas de ressocialização dos egressos do Sistema Penas e de medidas Socioeducativas do Estado, para diagnosticar a taxa de reincidência, bem como diagnosticar as motivações e as causas destas reincidências, com finalidade de propor políticas públicas e alternativas que superem esse problema social, em regime de mútua cooperação.

A meta é oferecer capacitação profissional para 500 pessoas. Após a qualificação, a Fábrica Esperança organiza os egressos que quiserem participar de cooperativas para que possam prestar serviço ao Estado. Também serão disponibilizados recursos por meio do CredCidadão para financiamento de equipamentos para quem quiser abrir seu próprio negócio.

Por Paulo Garcia (SEAC)

 


CULTURA DA PAZ 12/11 13h03

Por Jeniffer Galvão (SECTET) 

 

Atuação integrada de cinco órgãos estaduais garante cursos profissionalizantes sob a coordenação da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac)

 

O Governo do Pará desenvolve o projeto TerPaz Recomeçar, mais uma ação que visa a  fortalecer a cultura de paz no estado, possibilitando oportunidade de reinserção social de egressos dos sistemas penal e socioeducativo por meio de capacitação profissional.

As aulas do curso de Mecânico de Motocicleta iniciaram no dia 03 deste mês de novembro, e o curso de Técnico em Refrigeração terá início no próximo dia 23 de novembro. A iniciativa é realizada de forma integrada por cinco órgãos do governo sob a coordenação da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), responsável pelo Programa Territórios Pela Paz (TerPaz).

Participam desse esforço conjunto a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a Fundação Amazônia de Desenvolvimento da Pesquisa (Fapespa), a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) e a Fábrica Esperança.

Oportunidade - O titular da Seac, Ricardo Balestreri, enfatiza que a grande maioria das pessoas que são privadas de liberdade no Brasil e também no Pará não vive a cultura do crime, não se enquadram no perfil de criminosos, apesar de terem cometido algum delito. “São pessoas que têm plenas condições de se reinserirem produtivamente na sociedade. Uma vez egressos do sistema, precisam de oportunidade de recuperação, chances para crescer na vida. É exatamente essa reinserção social que vai evitar que elas se insiram na cultura do crime”, ressalta Balestreri.

Segundo o titular da Sectet, Carlos Maneschy, é essa oportunidade que o projeto TerPaz Recomeçar traz aos beneficiários. “Num esforço integrado vamos oferecer a egressos do sistema prisional e socioeducativo a oportunidade de qualificação profissional e concessão de bolsa por dois meses. Depois de preparados, terão oportunidade de se reunirem em cooperativas ou buscarem financiamento do governo para iniciar seus próprios negócios”, explica o secretário.

Gestor também da Fapespa, Maneschy ressalta a importância de políticas que incidam diretamente no cotidiano das pessoas e transformem suas vidas para melhor. “Conhecimento para desenvolver uma atividade profissional e aporte financeiro inicial são ações que visam dar uma nova oportunidade de vida para essas pessoas, que muitas vezes só precisam desse apoio para mudar definitivamente suas vidas e de suas famílias”, conclui Carlos Maneschy.

Recomeço – O coordenador e idealizador do projeto, Paulo Cordeiro, explica que os cursos terão, em média, duração de dois meses, período em que os participantes recebem uma bolsa de R$ 300,00, paga com recursos da Fapespa e repassada aos egressos por meio de convênio para a Fábrica Esperança. Serão beneficiados 500 egressos, perfazendo um total de investimento de R$ 300 mil em bolsas. 

A Sectet investe na qualificação, contratando cursos ofertados pelo Sistema S. Além de Mecânico de Motocicleta e Técnico em Refrigeração, realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), será ofertado nesse primeiro momento o curso de Técnicas de Embelezamento, contratado com o serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). As turmas são de 20 alunos e outros cursos serão ofertados a partir de 2021.

Cordeiro esclarece ainda que a seleção dos egressos é feita pela Seap e pela Fasepa entre egressos moradores dos bairros que recebem os projetos do TerPaz: Bengui, Cabanagem, Guamá, Jurunas e Terra Firme, em Belém; Icuí/Guajará, em Anannindeua; e Nova União, em Marituba.

“Após a qualificação, a Fábrica Esperança organiza os egressos que quiserem participar de cooperativas para que possam prestar serviço ao Estado. Também serão disponibilizados recursos por meio do CredCidadão para financiamento de equipamentos para quem quiser abrir seu próprio negócio”, garante Paulo Cordeiro.

Acolhimento – o diretor geral da Fábrica Esperança, Artur Jansen, conta que a participação do órgão no desenvolvimento do projeto é realizar o acolhimento do público-alvo e de seus familiares, “buscando demonstrar que a educação e a capacitação profissional são primordiais para a inserção no mercado de trabalho, evitando que esses egressos voltem a cometer delitos”.

Jansen destaca que estudos apontam que a ressocialização por meio de educação e empregabilidade é muito mais eficaz do que a pena em si. Ele informa que entre os egressos atendidos na Fábrica Esperança nos últimos cinco anos, apenas 2% reincidiram e no ano passado não houve nenhuma reincidência. “Anualmente, atendemos em média 530 egressos. Com o TerPaz Recomeçar, e outras iniciativas do governo, pretendemos duplicar esse número”, adianta o diretor.

 


CULTURA DA PAZ 25/09 10h15

A noite da quarta-feira (23) foi de comemoração após o encerramento da sessão oficial on-line de premiação do 1º Festival Curta Escolas, evento que integrou a 6ª edição do Amazônia Doc, Festival Pan-Amazônico de Cinema.

De 11 produtos audiovisuais indicados na Mostra Competitiva Primeiro Olhar, seis filmes foram premiados, sendo eles 4 curtas de alunos participantes do projeto Cenas da Paz, do programa estadual Territórios Pela Paz (TerPaz), do Governo do Estado.

O estudante Gabriel Fernandes, de 18 anos, ganhou o prêmio de melhor filme com a obra “Homens na roda”, ele fez parte das oficinas do projeto Cenas de Paz, na Escola Dom Calábria, em Marituba. Na produção, um grupo de jovens garotos da periferia se encontram para conversar sobre assuntos diversos, costurados entre temas como masculinidade, racismo e o lugar de resistência da periferia.

Para o estudante, ganhar esse prêmio significou força para continuar a produzir novos filmes. “Eu nem acreditei quando saiu o resultado, depois que caiu a ficha, todo mundo ficou feliz, foi uma experiência nova porque foi a primeira vez que produzi um curta, foi muito bom ter participado. Meu sonho é fazer cinema e ter ganhado esse prêmio foi um gancho para eu entrar nesse ramo, produzir novos filmes e ter mais experiência”, contou o jovem.

Segundo a diretora da TV Cultura, coordenadora do projeto Cenas de Paz, Vanessa Vasconcelos, o festival foi uma oportunidade para mostrar a qualidade dos produtos que a juventude da periferia tem produzido. “Como nós já estávamos desde o ano passado com o ‘Cenas de Paz’, nós achávamos sim que os produtos resultantes das oficinas do projeto poderiam ser inscritos para essa amostra, então, 11 produtos audiovisuais foram escolhidos, todos produzidos pela nossa juventude, nossas escolas e o que é mais interessante, produtos produzidos pelos nossos alunos, estamos felizes porque é mais uma forma de contribuir para o protagonismo da juventude”, disse Vanessa.

"Famílias periféricas na pandemia”, de Marianna Kali e Renan Kauê, ganhou como Melhor Direção. Na produção dos alunos da escola Paes de Carvalho, eles trouxeram os impactos da pandemia no cotidiano de suas próprias famílias. “Foi uma ideia que surgiu bem em cima da hora, gravamos a rotina de nossas casas nessa quarentena durante um dia. Foi uma experiência linda, uma novidade em nossas vidas”, conta Marianna.

Também ganharam destaque as produções “E aí, pretinha?”, de Mederiá Brandão, Jéssica Paixão e Emanuelle Araújo (Melhor roteiro); “Levanta juventude”, de Henrique Lobato e Vinicius Silva (Melhor filme, júri popular), que também ganhou menção honrosa junto com “Seu Erádio”, de Vanessa Serrão e Rebeka Ferreira.

“Eu não pude assistir a transmissão, mas alguns amigos me mandaram mensagens dizendo que tínhamos sido premiados, fiquei muito feliz, é gratificante. O nosso curta 'E aí, pretinha?' retratou um problema que está tão presente no nosso cotidiano, o racismo. Quero sim continuar a fazer mais filmes, vou continuar estudando artes para ajudar a transformar mais vidas”, relatou emocionado o Estudante Mederiá Brandão.

Os filmes podem ser vistos pelo canal do youtube do Festival Amazônia Doc.